Julienne Melancólica, a fada raptora

quarta-feira, 7 de maio de 2014.
  Você conhece a lenda de Julienne Melancólica? Ela é mais conhecida como a fada raptora de crianças.
  Semelhante à outra fada da escuridão, a Annie Dark, ela apareceria sempre à noite.
Conta a lenda que ela entraria em cuja casa ouvisse uma criança chorando. Se esconderia em um lugar escuro e, na primeira oportunidade, se aproximaria da criança. Uma vez que é tocada por Julienne, a criança muda completamente. Se afastando das outras pessoas, tornando-se agressiva e tendo verdadeiro pavor de qualquer fonte de luz forte. Seu fascínio por Julienne chega a tal ponto que a criança não reconhece mais os próprios pais, e acredita que é Julienne sua verdadeira mãe.
  Crianças que são visitadas por Julienne Melancólica, tem um comportamento estranho. E quase sempre são vistas falando sozinhas. Isso quando não desaparecem por horas, para então, serem encontradas nos lugares escuros e isolados da casa. Uma menina, certa vez, foi encontrada por sua mãe no sótão. Todos procuraram por ela há três dias, quando ela brincava no jardim e simplesmente desapareceu. A menina estava encolhida em um canto, sussurrando para outra pessoa que só ela via e chamava de Mamãe. A menina não reconheceu a própria mãe (que aliás só encontrou porque ouviu uns barulhos estranhos vindo do sótão) e se mostrou muito agressiva. Só o pai da menina conseguiu tirá-la do sótão. E quando a menina viu a luz do sol, começou a gritar desesperada, que a luz queimava. Só quando sua mãe puxou a cortina, ela se acalmou um pouco. Nos dias seguintes, a menina (acho que se chamava Lenor ou Eleanor, algo assim) passou as noites em claro, sempre brincando pela casa com sua amiga invisível. Não importava o quão duramente seus pais a repreendiam e a colocavam na cama, ela se levantava e continuava rindo e falando sozinha. Seus pais a levaram até um especialista, pois acreditavam que ela estava louca, mas o especialista disse que não havia nada anormal com a menina e que era normal crianças da idade dela terem amigos imaginários. Os pais não se convenceram e procuraram a ajuda de uma médium. A médium foi até à casa onde a família Fields vivia e disse que havia um espírito sombrio que ansiava levar a alma da filha deles. Muito assustados, eles se mudaram de casa. A pequena Lenor voltou ao normal, embora, ocasionalmente, tivesse alguns pesadelos. Tudo parecia estar bem, até que uma noite a senhora Fields foi até o quarto de sua filha, e após ter um pesadelo onde uma mulher estranha se aproximava de sua filha e a levava com ela. O mais sinistro era que o tempo todo, a mulher chorava e suspirava. E não parou nem mesmo quando pegou a menina e a levou embora com ela.
  A senhora foi até o quarto de sua filha, mas não a encontrou na cama. Uma das portas do guarda-roupa estava aberta. E dois pares de pegadas (sendo um de sua filha e outro, provavelmente de uma pessoa adulta) sujas de barro que iam e vinham da cama até o guarda-roupa.
  Desesperada, a senhora Fields revirou o guarda-roupas, mas não havia nada ali. Ela procurou por sua filha por toda a casa, mas não a encontrou. Ninguém nunca mais soube nada sobre a menina e ela continua desaparecida até hoje.

  A lenda diz que no terceiro dia, do terceiro mês, às três horas da manhã, a criança a qual Julienne escolhe, desaparece sem deixar rastros.  Julienne levaria a criança para um mundo sombrio, abrindo algum tipo de portal mágico. Este portal poderia ser um espelho de corpo inteiro - antigamente, acreditava-se que espelhos seriam portais que os espíritos usariam para virem para este mundo, por isso, era um costume, cobrir todos os espelhos à noite, para que os demônios não atravessassem para esta dimensão - ou qualquer lugar que ela escolhe para abrir o portal.
   Julienne convidaria a criança para ver vaga-lumes (dependendo da versão, podem ser coelhos ou borboletas) em sua floresta. Uma vez que a criança aceitasse, ela a conduziria pela floresta escura, até uma clareira. E quando a criança perguntasse:
- Mamãe, onde estão os vaga-lumes?
  Julienne mostraria sua face cadavérica e devoraria a criança.
Ela moraria em uma casa feita de ossos humanos e prenderia as almas das crianças nas árvores em sua floresta obscura. Por isto, as árvores de sua floresta são conhecidas como "Árvores Sussurrantes". Os sussurros das árvores, na verdade, seriam os lamentos das pobres almas aprisionadas das crianças.
  Julienne sairia vagando noite afora, cantando uma lullaby triste (assim como Annie Dark). Sempre atenta, à procura de uma porta ou janela que estivesse aberta e houvesse uma criança chorando na casa. Sinistro. Fiquei arrepiada!

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